domingo, 25 de novembro de 2012

Efeitos do computador para o cérebro






A exposição à tecnologia presente em computadores, smartphones e videogames libera neurotransmissores e provoca alterações nas células cerebrais. Novas conexões neurais são formadas enquanto outras se enfraquecem. Embora os mais jovens sejam os mais afetados, os efeitos da vida digital são observados em todos até em idosos, que têm seus circuitos neurais alterados ao fazer buscas na web. Já não há dúvidas de que esse processo está transformando o cérebro das pessoas num ritmo sem precedentes.
Uma pesquisa recente mostrou de forma clara como a tecnologia digital afeta o cérebro humano. Uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) fez um experimento para avaliar os efeitos das buscas online em idosos. A equipe, liderada pelo neurocientista Gary Small, recrutou voluntários na faixa de 50 a 70 anos.
Eles foram divididos em dois grupos: o dos que usavam computadores e o dos que não tinham experiência com essas máquinas. Cada um teve seu cérebro analisado por ressonância magnética enquanto realizava uma atividade que simulava buscas na web. Eram tarefas como pesquisar benefícios de comer chocolate ou planejar uma viagem a Galápagos.
Os cientistas da UCLA observaram que, entre os experientes em internet, a pesquisa na web produzia intensa atividade numa área da região frontal esquerda do cérebro, o córtex pré-frontal dorsolateral. Essa região controla a habilidade de avaliar informações complexas e tomar decisões. Nos voluntários sem familiaridade com computadores, houve pouquíssima atividade nessa área. 
Alguns jogos de computador podem melhorar as habilidades cognitivas e a capacidade de executar múltiplas tarefas simultâneas. Cientistas descobriram que voluntários que jogavam durante oito horas por semana tinham um aumento de duas vezes e meia num índice criado para medir a capacidade multitarefa das pessoas. Outra pesquisa, feita na universidade de Rochester, no estado americano de Nova York, apontou que jogar videogames pode melhorar a visão periférica.
Como ocorre com alimentos e exercícios físicos, conteúdo digital em excesso pode ser ruim para a saúde. Imagine alguém com seu celular ao alcance da mão, navegando na web pelo computador, recebendo mensagens instantâneas, acompanhando o que seus amigos estão fazendo nas redes sociais, prestando atenção ao e-mail que chega e lendo notícias por RSS. O problema é que esse estado mental, quando mantido por longos períodos, torna-se estressante. A pessoa passa a ter dificuldades para raciocinar e tomar decisões. 
Os estudos mostram que pessoas que permanecem muitas horas conectadas começam a cometer erros bobos. Mostram-se fatigadas, distraídas e facilmente irritáveis. Sob esse estresse, o cérebro envia sinais à glândula adrenal, que libera adrenalina e cortisol. Esses hormônios fazem a pessoa se sentir mais bem disposta no início.
Mas, com o tempo, os circuitos neurais do hipocampo, das amídalas cerebelosas e do córtex pré-frontal — regiões do cérebro que controlam o estado de humor e o pensamento — são alterados negativamente. O estresse passa a prejudicar a percepção e o raciocínio, além de provocar depressão.
Viciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso. Cientistas chineses estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não-viciadas.
A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.
“Por meio da mídia digital, a geração net vai impor sua cultura ao resto da sociedade” Don Tapscott

Material enviado por:

Gabrielle Nunes, Nicole Collares, Pedro Batisti e Amanda Caroline 

Referências:





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